Pois bem, foi mais um dia de sol na capital escocesa. E de chuva. E parcialmente nublado. E de granizo. O clima aqui é assim, piscou, mudou. Às vezes, nem dá muito tempo de procurar abrigo, é encarar a chuva, que entre 10 e 5 minutos o sol volta a brilhar. Dali uns 20 chove de novo. Isso, claro, quando se trata de um dia de tempo bom.
Exageros à parte, o sol tem brilhado por aqui bem mais que eu esperava, o que permite que o dia ao ar livre seja bem longo. Hoje experimentei passeios para todos os gostos. Sabe aquela obrigatória passada por uma galeria de arte quando se viaja à Europa? Feito. Todos os pré requisitos básicos de uma galeria situada em uma cidade que não é conhecida pela pintura estavam lá. Renascentistas, com um ou outro quadro menos famoso de Rafael, um Da Vinci bem meia-boca, algumas esculturas (um Rodin), uma sala de impressionistas (com dois Monets e um Degas, todos meh) e uma obrigatória exposição de pintores locais, tanto antigos como atuais. A conclusão a que se chega é que como pintores, os escoceses são muito bons em fazer whisky. Ah, sim, havia uma sala dedicada a pintores holandeses e flamengos e, essa sim, era excelente. Não, não tinha Van Gogh. Mas tinha Van Dyke.
Já que mencionei whisky no parágrafo anterior... crianças, quando vierem para cá, não liguem se é um cliché de turista, visitem o Scotch Whisky Experience. A primeira parte do tour é meio idiota, com um carrinho em formato de barril que faz um passeio 'disneylândia de marmanjos' sobre cada etapa da fabricação na destilaria, mas depois que a guia (ou o guia) assume, vale a pena. Sentimos os aromas de single malts de quatro regiões produtoras diferentes, cujas características são muito bem apresentadas pela guia, e então, através do aroma favorito, escolhemos o tipo que desejamos provar. Há, em seguida, uma aula de degustação e uma visita à maior coleção de garrafas de Whisky do mundo. Algumas estão lá pela raridade do conteúdo, outras, pela peculiaridade da embalagem. Minha favorita é um tabuleiro de xadrez (!) em que cada peça há alguns milititros da bebida. E antes que você pense que a criatividade pára aí, olha só até onde vai: as peças brancas são os ingleses, as pretas os escoceses, e cada uma é representada por uma figura histórica de cada nação.
O ponto mais inusitado do dia foi, talvez, uma visita à praia no distrito de Portobello. É, praia. P-r-a-i-a. Tem uma dessas por aqui. E quando pára de chover granizo, surgem moradores locais do nada, passeando com seus cães e jogando - pasmem - frescobol na areia. Ah, sim, brincar com cães aqui é high tech - existe uma espécie de stick-catapulta de bolinha de tênis que arremessa a bolinha longe para o entusiasmado cãozinho europeu ir buscar. Excesso de desenvolvimento dá nisso, minha gente.
Já vi que estou me alongando demais por aqui, então só quero deixar mais uma informaçãozinha (faço questão). Geeente, eu subi a colina escarpada de Holyrood Park até o topo - um deles, há dois montes separados (cheguei a mencionar o local dois posts atrás)! Estou quebrada, claro, mas a vista lá de cima é incrível e a subida é, tenho de dizer, meio mágica. O vento faz a grama cantar, dá para sentir o cheiro das flores, e o cenário ali no meio das trilhas parece coisa de contos de fadas. As fotos não fazem justiça ao que é estar ali, nem de longe.
Bom, sobre fotos, finalmente, vamos à seleção do dia:





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