sábado, 6 de junho de 2015

Olha o Google me sacaneando

Olá, gente.

Como vocês devem ter percebido, as fotos do meu blog sumiram. Isso ocorreu depois que eu comecei a criar um álbum em outra ferramenta do Google, o Picasa. Não se se um interferiu com o outro, só sei que esses apps inteligentes que querem pensar por nós no final só passam esse tipo de rasteira. Tentarei recuperar as fotos postadas, mas não sei se vou conseguir.

Muito feio, Google, muito feio mesmo. Depois que uma postagem está pronta, ela só devia ser editada por mim, através do Blogger. Esse hub do Google+ que joga tudo num bolão só é uma porcaria, e quero deixar registrada minha indignação aqui.

Aos leitores, prometo que algum jeito darei, e que em breve terei um link para um álbum de fotos.

EDIÇÃO - Bom, após um enorme trabalho "braçal", repostei as fotos de cada post, uma a uma. Espero que esteja tudo certo. Se alguém não tiver conseguindo ver algo, por favor me avise nos comentários.

Ah, sim, todo esse trabalho atrasou a confecção do álbum final. Posto o link dentro de alguns dias, porque amanhã, acabou a folga. É dia de volta ao trabalho.

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Um Alô de Heathrow

Não podia deixar passar munhas impressões sobre o Royal Albert Hall em branco, né?

O prédio é lindo, perfeitamente integrado à arquitetura do quarteirão mais bonito da região de South Kensington - e isso é algo, Kensington é todo lindo.

O concerto foi Te Deum de Berlioz. Muito bonito, com um coro gigantesco. Em proporções ainda mais superlativas que  do coro é o monumental órgão. Aí há um probleminha: o som do bicho é muito, muito alto, em contraste com  orquestra, que apesar da acústica boa, soa um pouco discreta para uma sala tão grande.

Mas, enfim, foi lindo, e posso dizer que encerrei minha estada nas ilhas com chave de ouro e clave de sol.

Edição - Como prometido, seguem as fotos!






quarta-feira, 3 de junho de 2015

St. Albans

St. Albans é uma cidade de origem medieval construída ao lado das ruínas da cidade romana de Verulamium. Sua catedral homenageia o primeiro santo nascido em solo britânico, o cidadão romano Alban(o), que abrigou um padre cristão e adotou o cristianismo, prática proibida na Roma de 209 AD. Por isso, foi executado e se tornou o primeiro santo mártir cristão local.

A igreja é um espetáculo. Monumental, toda de tijolos, com teto de madeira e diversos altares, um mais belo ou mais interessante que o outro. A cidade, em si, é incrível. Mais próxima da estação, predominam os tijolos em estilo inglês típico. Chegando no centro, porém, construções mais e mais antigas começam a aparecer. E lojas. Muitas lojas, aninhadas em casinhas que parecem que vão cair a qualquer momento. Todas chiquérrimas e super exclusivas, há estilistas de noivas internacionalmente premiados. 

Mas o mais incrível aqui, nesse belíssimo cenário a apenas 20 minutos de Londres, é o parque. O esplêndido relvado, as árvores, campos de futebol, quadras (gramadas) de tênis, tudo isso está por cima do que era a cidade romana. As escavações integraram-se à vida cotidiana, ou seja, o parque de St. Albans não é nada menos que Verulamium, outrora a terceira maior cidade da Roma Britânica.

Há um museu respeitável, com objetos, mosaicos e até túmulos - caramba, tinha gente alta naquela cidade - e um teatro em ruínas (na verdade, há a planta baixa do teatro, de certa forma. Os Anglos e os Saxões usaram as paredes de Verulamium, sua pedra, seus tijolos e sua madeira, para construir St. Albans).

Um aviso aos visitantes - essa é provavelmente minha última ou penúltima postagem em solo britânico. Amanhã retorno para o Brasil, e aproveitarei essa noite para ir a um concerto no Royal Albert Hall. Mas calma, fiéis leitores. Este não é o fim do blog. Ele ainda terá uma ou duas postagens em terras tupiniquins, incluindo um link para um álbum mais organizado que pretendo fazer desta viagem. E certamente editarei uma ou outra coisa, então stay tunned!







terça-feira, 2 de junho de 2015

Batendo Muita Perna in London

Olá para todos.

A blogada de hoje vai rapidinha porque o dia foi longo e eu estou quebrada!

1. Compras: Gente, dá vontade de comprar tudo quando se anda por Regent Street, Picadilly, Oxford Circus e Carnaby Street. Mas ali não é só para comprar não, é para ver. As lojas de departamentos e galerias são um sonho. Logo na chegada aqui, antes de ir à Escócia, havia dado um pulinho para comprar minha capa de chuva, mas hoje deu para fazer turismo pela região. Visitei uma loja de departamentos, a Liberty, que é um sonho. Parece um conjunto de casinhas medievais em estilo inglês antigo, com um interior de sonhar. Não dá nem pra comprar uma agulha, porém. A caixinha de trufas de champagne (vinha umas 4) era doze libras! O que daria, assim, mais de quinze reais por cada bombom, menor que uma cereja.

2. Southwark e Millenium Bridge. A região é bacana e a vista da ponte é muito legal. Temos ali Londres moderna misturada com aquela Londres de tijolinhos. Ali também fica o The Globe, o teatro no modelo elisabetano onde se encenam peças de Shakespeare. Fui para lá à tarde, e só são possíveis visitar guiadas e no período da manhã, então só consegui ver por fora.

3. The Tower e Tower Bridge. Cartões postais básicos da cidade. Sempre lindos, ainda mais num dia que terminou com sol (!!!) e temperatura amena.

4. Abbey Road. A região é cheia de prédios ricos e mansões. Muito bonito por ali. E muito engraçado os turistas disputando o espaço com os carros para conseguir tirar a bendita foto na faixa de pedestres (é claro que eu e meu pai fizemos isso também). Pensando bem, aquela deve ser uma das últimas faixas de pedestres com as tiras brancas em Londres.

Segue a parte mais legal: fotos, fotos, fotos.





















segunda-feira, 1 de junho de 2015

Miss Austen's Bath

Bom pessoal, estava claro que um dia a chuva e o vento gelado iam me pegar em cheio, né?

Hoje amanheceu um belo céu ensolarado em Londres, que deve assim ter permanecido até parte da tarde. Só que eu não estava em Londres! Foi dia de "pegar o busão" e conhecer Stonehenge e Bath.
Falando sério, Stonehenge foi o lugar mais frio em que estive nessa pequena primavera inglesa. Mais que Glen Coe na Escócia, e Glen Coe tinha neve nos picos. Eu tinha sido avisada: parte da "magia" das pedras é bem a de ser o lugar mais gelado em seus arredores.

Sobre as pedras. Elas são... exatamente o que você vê na televisão, nas fotos, nos filmes. Não senti nenhuma "vibração derivada dos minerais que compõem as pedras mais baixas", e nem poderia, com centenas de turistas se estapeando para tirar A foto. Certamente, ao olhas as fotos abaixo, vocês dirão: 'Ah, mas parece tudo tão calmo'. Isso ocorre porque uma cordinha nos separa do monumento. Não tem essa de tocar as pedras, os milhões de turistas danificariam o solo frágil, uns palhaços vandalizariam o cenário com certeza - tentaram nos anos 70 - então a política lá é KEEP OFF.

O resultado dessa política tem dois lados. O principal, e mais importante, é positivo: protege o patrimônio. Infelizmente, ele também acaba dando à visita um ar meio "passeio Disney". Você chega numa estrutura toda moderna com banheiros, coffee shop e souvenirs, há um centro de exposições bem arrumadinho onde se pega um audioguide e aguarda-se o ônibus do parque que vai levar até às pedras. Não é permitido nem ir andando entre o centro de exposições e o monumento - cerca de uma milha - porque não há calçada, só estrada. Mesmo assim, é algo para ser visto. A grandiosidade está lá, e se é difícil sentir o misticismo no meio de todo aquele blablabla em muitas línguas e o empurra-empurra pela foto perfeita, ao menos as dimensões daquilo não se perdem. É majestoso, é muito, muito velho, e é bem interessante.

A segunda parte do passeio de hoje consumirá menos linhas, mas foi a mais longa - um passeio livre de duas horas e meia por Bath. Gente, Bath é linda. A cidade é muito uniforme, toda construída no mesmo tipo de pedra, toda quase do século XVIII, planejada por um arquiteto e seu filho, a fim de dar um "upgrade" na cidadezinha onde havia sido descoberta, em uma escavação, uma imensa estrutura de banhos romanos, na única fonte termal da Grã Bretanha. O que deixa Bath tão bela é que esse seu "renascimento" do século XVIII foi promovido pela realeza e pela nobreza que queria imitá-la, então se trata de um local muito rico.

Optei por não visitar os banhos romanos (muita gente, muito turista, muita babel de línguas, muito mala querendo tirar a foto perfeita) e ao invés disso fui ao Centro Jane Austen (duh!). Como vocês (não) sabem, ela ambientou dois de seus romances na cidade, e viveu em Bath por algum tempo. A casinha georgiana é uma graça, e a exposição só interessa a quem é fã da autora, então, como seu sou, para mim valeu a pena, mas não faço dessa visita uma recomendação geral.

O que recomendo, muito, muito, muito, é que, quem for à Bath, vá uma casa de chás perto da abadia central chamada The Bath Bun e tome o tradicional Cream Tea. Cream Tea é o chá inglês para quem não é ogro. O típico chá inglês, principalmente no tradicional condado de Somerset, onde Bath está situada, acompanha uma espécie de bandeja de TRÊS andares com comida para, em tese, UMA pessoa. Tem scones, buns, sanduichinhos salgados, vi até macarons na outra mesa. É refeição para um dia inteiro. O Cream Tea não, ele é para quem quer tomar um chá acompanhado por scones quentinhos com geléia e um creme (que não tem nada a ver com o de chantilly e é muito mais gostoso) chamado clotted cream. É mais amarelo, mais espesso, mais tudo. Eu sei, é mais gorduroso e mais calórico também, mas caloria em viagem não se conta. Se eu tirei foto da comida? Claaaro que sim!

Então, sem mais delongas, seguem as fotos de hoje,..